Programa de Fidelidade em 2026: o que mudou, o que o mercado está cobrando e como começar do jeito certo

Em 2026, a dinâmica do mercado é inegável: um programa de fidelidade é uma exigência fundamental para a sustentabilidade e crescimento de qualquer negócio. Empresas que investem em fidelidade estão ativamente construindo retenção, estimulando a recorrência e coletando dados valiosos para personalização em escala.
Para as empresas que ainda não possuem um programa, isso se traduz em perdas significativas. Estão deixando de capturar receita incremental, perdendo clientes para a concorrência e falhando em coletar os dados essenciais para entender e personalizar a jornada do consumidor. A capacidade de construir relacionamentos duradouros fica comprometida.
O mercado está em constante evolução, e a inação hoje significa ceder espaço amanhã. Ignorar a fidelização é abrir mão de uma ferramenta estratégica que seus concorrentes já utilizam para solidificar sua base de clientes e impulsionar o crescimento.
É hora de compreender este novo cenário e agir.
Por que 2026 é um ponto de virada para fidelização
O mercado está mais maduro (e mais competitivo). No webinar da Alloyal sobre tendências para 2026, o recado é que a fidelização está cada vez mais ligada a dados, tecnologia e personalização, e não a “campanhas pontuais”.
Ao mesmo tempo, o benchmark global da Open Loyalty (230 profissionais, dados coletados entre maio e setembro de 2025) posiciona o loyalty como área sob pressão para provar resultado com métricas e justificar investimento.
Tradução prática: em 2026, a régua não é “ter um programa de fidelidade”. É ter um programa de fidelidade que ativa, mede, otimiza e cresce.
O custo de não ter um programa (o que você perde antes mesmo de perceber)
Se sua empresa ainda não tem fidelidade estruturada, normalmente perde em quatro frentes:
- Preferência e decisão de compra
Se 84,8% preferem empresas com programa, você entra na disputa em desvantagem — mesmo tendo um bom produto. - Engajamento recorrente
A interação semanal (76%) indica que programas bem desenhados viram rotina — e a rotina vira retenção. - Receita incremental que não acontece
O benchmark global da Open Loyalty aponta que empresas sem fidelidade deixam de capturar 15% a 30% de receita incremental. - Dados para personalizar e escalar
Sem um mecanismo de fidelização, você perde a chance de construir um loop de dados (comportamento → segmentação → oferta/recompensa → retenção), tema recorrente nas tendências debatidas no webinar da Alloyal.
O que “sucesso” em fidelidade significa em 2026
O Loyalty Program Benchmark 2026 (Open Loyalty) ajuda a tirar “fidelidade” do campo abstrato e colocar no campo de gestão:
Como a indústria de loyalty define sucesso
Entre os respondentes, “sucesso” foi associado principalmente a:
- Engajamento (21%)
- Retenção / CLV (20,1%)
- Impacto em receita (18,5%)
- ROI/profitabilidade (10,7%)
O que as empresas mais medem hoje
O relatório também mostra como as métricas se distribuem nos programas:
- Engajamento aparece como métrica mais comum (20,6%)
- Impacto financeiro (16,8%) e retenção (15,6%) vêm logo atrás
- Métricas de valor do cliente (13,4%) ganham espaço
E tem um dado que vale ouro: 70% dos respondentes dizem que medem engajamento ou impacto financeiro, reforçando que o “novo padrão” é acompanhar fidelização como KPI de negócio.
Para onde o setor está indo em 2026: metas e apostas mais comuns
Quando perguntadas sobre melhorias esperadas no curto prazo, as prioridades declaradas pelas empresas foram:
- Crescimento de receita (22%)
- “Program uplift”/melhoria do programa (19,4%)
- Engajamento (16,1%)
- Retenção (9,5%)
- Aquisição (8,1%)
- Personalização aparece, mas ainda como minoria (1,5%)
Isso conversa com o que apareceu nas tendências do webinar da Alloyal: personalização e IA estão em pauta, mas o mercado ainda está amadurecendo “como” operacionalizar isso em escala.
Os maiores desafios (e por que “plataforma” virou assunto obrigatório)
O benchmark 2026 é bem explícito sobre os gargalos. As categorias mais citadas incluem:
- Tecnologia (12,8%)
- Alinhamento organizacional (8,7%)
- Orçamento (7,9%)
- Engajamento/adoção (6,5%)
- ROI (4,3%)
- Dados (3,6%)
E o relatório aprofunda esses pontos com diagnósticos bem práticos:
- “Tech trap”: stacks fragmentados (POS/CRM/dados) travam visão única e personalização em tempo real.
- “Internal politics”: loyalty preso entre marketing/finanças/operação, sem dono claro e sem patrocínio executivo.
- “ROI paradox”: liderança quer retorno imediato, mas fidelidade amadurece ao longo do tempo; medir só curto prazo mata o programa cedo.
- “Engagement cliff”: inscrever é fácil; manter ativo é o jogo — e sem atividade o programa de fidelidade vira “desconto disfarçado”.
É por isso que, em 2026, falar em plataforma/tecnologia de fidelização não é “luxo”: é resposta ao principal gargalo do setor (tech + integração + dados).
Como começar um programa de fidelidade do zero (sem travar operação)
Se sua empresa ainda não tem programa, o caminho mais seguro para 2026 é começar simples, mas com base sólida.
Passo 1 — Defina um objetivo primário
Escolha o que você quer destravar primeiro: retenção, frequência, ticket, redução de churn ou dados para personalização.
Passo 2 — Desenhe uma mecânica de pontos fácil de entender
Regras simples vencem no começo. O próprio material anexado reforça que complexidade no início vira barreira de adesão e operação.
Passo 3 — Planeje engajamento (não só acúmulo)
Se 76% interagem semanalmente com programas, é porque existe “vida” dentro do programa: comunicações, desafios, incentivos, progresso, recompensas claras.
E o benchmark alerta: sem engajamento contínuo, o programa não sustenta valor incremental.
Passo 4 — Estruture métricas desde o primeiro dia
Uma prática recomendada pelo benchmark é equilibrar:
- curto prazo: participação, ativação, uso e resgate
- longo prazo: retenção, CLV, impacto financeiro/ROI
Passo 5 — Use tecnologia para integrar dados e automatizar
O benchmark aponta que plataformas modernas reduzem a complexidade e permitem focar na estratégia.
Além disso, reforça que arquitetura moderna (APIs, modularidade, dados em tempo real) é o que destrava personalização, omnicanal e evolução do programa.
Checklist: o que avaliar antes de escolher uma plataforma de fidelização em 2026
Com base nos desafios e recomendações do benchmark, avalie se a tecnologia permite:
- Integração com POS/CRM/canais (online e offline)
- Dados unificados e segmentação
- Automação de jornadas (ativação, reengajamento, progressão)
- Métricas de negócio (retenção, CLV, impacto financeiro)
- Flexibilidade de recompensas (monetárias e não monetárias)
- Evolução contínua (A/B, regras, campanhas, catálogos)
Conclusão
Em 2026, um programa de fidelidade competitivo precisa ser tratado como produto: com objetivo claro, desenho simples, engajamento constante, dados para personalização e métricas que conectam marketing e finanças. Isso não é opinião — é o retrato do setor no Loyalty Program Benchmark 2026 (Open Loyalty) e o que vem aparecendo nas discussões de tendências do ecossistema.
A boa notícia é que dá para construir um motor de recorrência, retenção e receita, com governança, dados e um plano de evolução claro. O próximo passo é entender onde sua operação está hoje (estrutura, proposta de valor, regras, jornada, dados e KPIs) e o que precisa mudar para ganhar tração sem adicionar complexidade.
Se você quer desenhar — ou reestruturar — um programa de pontos que engaja de verdade, fale com um especialista da Alloyal. Vamos avaliar seu cenário e indicar o caminho mais rápido para colocar um programa white-label de pé, com métricas e personalização desde o começo.
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